Segunda-feira, Janeiro 2

Em cárcere


    Há um mês, estou mantendo uma mulher encarcerada e amarrada aqui no meu sótão com vista para o mar. Ela é linda, tem um sotaque delicioso, uma risada divertidíssima, olhos espetaculares e os mais perfeitos seios que já vi. Ela é tão incrível, que no instante em que a vi, eu me apaixonei completamente. Tão incrível, que eu levaria dias só para descrevê-la.
    Não me julguem. Eu não sou um sujeito ruim. Pelo contrário. Sou bom e sensato. Por isso eu a deixo com total liberdade para fazer o que bem quiser ali. No sótão, ela tem acesso à internet, está presente em todas as redes sociais, possui uma vasta biblioteca, porque ela ama ler, tem cerveja gelada sempre a mão e, principalmente, total liberdade para receber amigos e amigas. A idéia é ser tão bom que ela desenvolva uma espécie de síndrome de Estolcomo e perceba que eu sou o cara ideal para ela passar o resto de sua vida ao lado.
    Por enquanto, tem dado certo.

2 comentários:

  1. hahahahahaaha, essa é a ideia é? não acredito que esteja funcionando, ela parece ser inteligente demais para não perceber isso, ou se contentar com um sotão com internet, livros e cerveja. acho que na verdade ela é tão inteligente que conseguiu inverter a situação, quem esta em cárcere és tu, e a carcereira ela. por exemplo, tu conseguiria ir embora?

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  2. Ir embora e voltar? É o que fazemos. Ir embora de vez? Como?
    Não, você não inverteu nada pq não precisa. Eu mantenho em cárcere por necessidade. :P

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