quarta-feira, junho 8

Um pouco de nada

Em uma avenida qualquer de uma metrópole ou megalópole - tanto faz - brasileira, eles estavam no carro.
Saiam de uma festa.
Quatro horas e alguns minutos.
Verão. E o Sol já ameaçava surgir.
Ela, em algum momento da conversa, disparou (não do nada):
- Ah, tá! Então agora você quer me convencer de que você não quer, nem nunca quis?
- Querer convencer? Bom, se eu quero ou não convencer, não sei. Mas nunca quis, tão pouco quero agora.
- E você, ainda assim vai dormir em casa?
Ela morava só.
- Você me convidou. A menos que você tenha se arrependido e retire o convite...
- Ah, vá a merda!

Bons minutos depois, chegaram ao apartamento.
Já na cama, sob o lençol.
O Sol nascera, mas ainda não havia clareado o quarto.
Ânimos menos exaltados, ele amenizou:
- Só queria esclarecer uma coisa: não é porque não quero, que não faria. Aliás, quem sabe eu possa passar a querer muito no futuro?
- Tudo bem, então quando você quiser, você me diz
- Digo assim, na lata?
- Não. Saia pulando, fazendo círculos à minha volta, e fazendo som de urubu!
- E qual o som do Urubu?


Dia seguinte. Sábado.
Ele havia acordado há algum tempo.
Ela estava levantando.
- Bom dia. Dormiu bem?
- Como uma pedra. E você?
- Também.

Ela entrou no banheiro.
Tomava banho enquanto ele comprava pão.

No final do dia, o Sol se punha.
Braços se roçando, estavam sentados ao sofá.
O silêncio era pleno.
Ela lia uma revista: Bravo!
Ele jogava palavras cruzadas.
De repente:
- Olha, preciso te falar um negócio.
- Que foi? Pode falar.
- Eu quero.
- Como assim, quer?
- Ué?! Deu vontade.
- Assim. Do nada?
- Não pode?
- Claro que pode.
- Então vamos!
- Vamos – ela disse num salto.

Trocaram de roupa. Ele colocou um smoking. Ela um longo.
Entraram no carro, o Sol já havia se posto.

Em poucos minutos estavam no clube.
Na piscina, de roupas sociais, ela se realizava.

terça-feira, junho 7

E não digam que eu não avisei.

Isso mesmo, não digam.
Por eu disse, olha aqui.

Agora, adivinhem o que houve?

Bingo!!
Quem disse que o titio Bill ficou um pouco menos rico, acertou.

Segundo o IDG Now, nosso amigo (sim, pq depois de faturar uma bolada dessa, o cara virou meu amigo) Carlos Amado faturou. Mas para quem pensava em ganhar "apenas" U$500mil, vai ter que se contentar com U$8,96milhões.
Isso mesmo: praticamente NOVE MILHÕES DE DÓLARES (assim, por exentesso, para termos idéia da estenção).
Pobre criatura...

Refazendo o cálculo que fiz à época, teríamos o seguinte:
Com o dolar a R$2,46, U$8,96milhões dá só R$22milhões.

Repito, resolveria meus problemas.

Desculpem, mas...

...um pouquinho de política não mata ninguém.

Então, let's go.
O tesoureiro do PT, Delúbio Soares,dava mesada para alguns parlamentares, como afirma Roberto Jefferson, presidente do PTB e principal alvo da CPI dos Correios, ou não?
Não sei.
E a verdade é que ninguém nunca saberá. Afinal, quando se cai, muitas pessoas se agarram a qualquer coisa para não cair ou para amenizar sua queda. É o que Jefferson está fazendo.

Sobre tudo isso, só duas certezas:
1 – O PT está se mostrando, aos poucos, um partido mal articulado, infelizmente. Não tem tido o jogo de cintura necessário para receber o bombardeio que é uma oposição forte, como o próprio PT era. Em uma nota, dizem uma coisa, na nota seguinte, afirmam outra. Cada pessoa do PT fala uma coisa. Não há unidade política. O PT, hoje, é vários partidos dentro de um só. E passa a impressão de desorganização.
Como exemplo, poderiam ver a atitude de Pedro Corrêa, presidente do PP, que deu apenas uma declaração em nome do partido. Declaração bem articulada, demonstrando despreocupação com a acusação (dando assim mais credibilidade a si e desacreditando Roberto Jefferson) e capacidade de articulação. Depois, vieram seus correligionários e deram outra declaração que demonstra, acima de tudo, unidade partidária.
O PT acusa a si mesmo. E perde poder.

2 – Outra certeza é que, depois disso tudo, meu filho, caso um dia ele realmente exista, nunca terá nem o nome de “Roberto”, nem de “Jefferson”.


Obs.: Sou petista assumido e acho o PP uma bomba. Mas devo reconhecer, com muita tristeza, que a casa caiu.

segunda-feira, junho 6

Desânimo ou inveja?

Acabo de descobrir o seguinte:
Los Hermanos
Max de Castro
Nação Zumbi

O que têm em comum, além de eu gostar bastante dos 3?
Todos são atrações do
Trama Univesitário nesse mês de junho.
O primeiro em Curituba em São Paulo.
Max em Floripa e Porto Alegre.
E NZ em São Carlos.

Reparou o mais legal? Nenhum no Rio.

Bom, né?

quarta-feira, junho 1

Quem são os Ratos?

Estava pensando: se nós chamamos os ratos de Ratos, como será que os ratos nos chamam?
A resposta não está na letra da música abaixo, do Pearl Jam. Pelo contrário. Ela, a letra da música, apenas põe (mais uma) pulga atrás da orelha.

They don't eat don't sleep
They don't feed they don't seethe
Bare their gums when they moan and squeak
Lick the dirt off a larger one's feet
They don't push don't crowd
Congregate until they're much too loud
F*** to procreate till they are dead
Drink the blood of their so called best friend

They don't scurry when something bigger comes their way
Don't pack themselves together and run as one
Don't shi* where they're not supposed to
Don't take what's not theirs, they don't compare

They don't scam, don't fight
Don't oppress an equals given rights
Starve the poor so they can be well fed
Line their holes with the dead ones bread

Rats...They don't compare
Ben, the two of us need look no more


A música acima, Rats, pode ser encontrada no disco Vs (lê-se Versus), lançado em 1993 pela Epic (Sony).


Obs.: algumas palavras foram trocadas por *** a pedido da Vera Meloni, que não conseguia acessar o blog em seu trabalho.